quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Indústria Fonográfica

A indústria fonográfica
A primeira gravação do qual se tem registro no Brasil é da década de 1910: um samba escrito por Donga e Mauro de Almeida. Era uma gravação totalmente mecânica, reproduzida por fonógrafos. Em 1928, surge a gravação elétrica, predominando os 78 RPM, que continham uma ou duas músicas de cada lado. A melhora da qualidade das gravações só aconteceu em 1950 quando já era possível fazer a mixagem dos discos. Assim, o LP passou a substituir o 78 RPM, agrupando um número maior de músicas. Nos anos 1960 e 1970 as gravadoras passam a criar catálogos de música, ou seja, estabeleciam um padrão de músicos de qualidade. Quem não estivesse nesse catálogo estava excluído da “lista” do que era considerado bom. O catálogo brasileiro incluía músicos como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, entre outros.
Nesse período, as etapas de produção começam a se tornar mais sofisticadas. Desse modo, passaram a custar caro. Portanto, as gravadoras investiam apenas em quem interessava. O lucro passa a ser objetivo maior do que a fomentação da cultura. As majors, como são chamadas as grandes gravadoras, não só determinavam o que as pessoas iriam consumir como música, mas também qual era o estilo do momento, os artistas do momento, o som do momento. Entende-se por majors, as seguintes gravadoras Sony, BMG, Som Livre e EMI.
Nos anos 1980, os LPs passaram a ter custos altíssimos devido a duas crises mundiais de petróleo. Nessa condição, o espaço para viver de música no Brasil era para poucos. Foi nesse período que a música independente no país deu seu primeiro passo com a abertura de pequenas gravadoras. Em 1990, os custos de produção começaram a diminuir por causa dos recursos digitais, que começam a circular. O que parecia ser o declínio da indústria fonográfica era certamente a força das indies, nome pelo qual as gravadoras independentes são conhecidas. O cenário underground começa a ganhar forma física, e, de maneira tímida, consegue explorar o mercado. Atualmente, as gravadoras independentes estão desenvolvendo trabalhos de altíssima qualidade, e possuem estrutura semelhante as das majors.
Mas a grande questão entre as gravadoras comerciais e as independentes é a forma como é enxergado o negócio da música. Um artista independente recebe todos os lucros do seu trabalho, dos shows e dos CDs. Em longo prazo, será possível pagar os custos de produção e ainda obter lucro. Se o projeto contar com alguma lei de incentivo à cultura, praticamente todos os gastos já estão previstos no projeto. Se compararmos essa realidade com a de um contrato padrão de uma major, percebemos uma grande diferença: o rendimento para o artista fica somente em torno de 5% do que é vendido. Assim, torna-se possível que um artista independente, dependendo da sua carreira e do seu público, tenha um retorno financeiro com seus CDs no mínimo igual ao de um contrato com uma major, mesmo que a quantidade produzida seja significativamente menor.

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