quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

NÃO É NADA PESSOAL!

ESTÁ RIDÍCULA MATÉRIA FOI PUBLICADA PELA ABRIL.COM.



Rick Bonadio diz que atual cena independente é péssima

Produtor de Mamonas e NX fala sobre novos projetos e o seu início como rapper

Bruno Dias
A carreira de produtor musical de Rick Bonadio se funde com a história recente da música brasileira. Alguns dos últimos sucessos da indústria fonográfica nacional, como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr, CPM 22 e NX Zero, foram descobertos e lançados ao estrelato por ele.

Dono do selo Arsenal Music, Bonadio recebe em média cerca de 30 CDs demo por mês e mais de 40 links de bandas que estão começando, numa tentativa de trabalharem com o produtor, que virou sinônimo de sucesso no mercado nacional.

Direto de seu estúdio em São Paulo, o Midas, Bonadio conversou por e-mail com o Abril.com e falou, entre outras coisas, sobre suas novas apostas e criticou a atual cena musical independente nacional.

Abril.com: Queria que você falasse um pouco sobre o começo da sua carreira dentro da música. Por que você desistiu de ser rapper para virar produtor?
Rick Bonadio: Comecei tocando teclado e guitarra com 16 anos. Fiz de tudo na música, arranjos, programações, composições, enfim tudo mesmo. Depois gravei um disco e vi que gostava mais de ficar no estúdio do que viajar para fazer shows. Então preferi a carreira de produtor, compositor e empresário.

Além do Glória, recém-contratado pela Arsenal, quais são suas novas apostas dentro da música?
Estou trabalhando na produção do Glória e acabei de lançar o Túlio Dek, um rapper bem diferente e talentoso.

O Glória tem um som mais pesado que os artistas que você trabalha no momento, como Fresno e NX Zero. Você pretende enveredar para esse lado do rock pesado?
Não necessariamente, gosto muito do Glória, mas não vejo outras bandas fazendo rock pesado bem feito como eles fazem.

Qual a dica que você daria pra uma banda que está começando?
Seja original, não copie ninguém. 
"PRIMEIRO – VEJO QUE SUA PREOCUPAÇÃO COM A LIBERDADE OU A INDEPENDÊNCIA MUSICAL NÃO EXISTE, QUE ELE É UM SIMPLES OLHEIRO EM BUSCA DE PERSONAGENS PARA O DESCANSO DO HORÁRIO NOBRE,"

VEJA SÓ:




Você já lançou alguns artistas que vieram de programas de TV, como Rouge, e mais recentemente os vencedores do “Country Star”, na Band. Alguns deles não conseguiram decolar para o sucesso. Você acha que esse tipo de artista, que vem de um reality, desperta uma cerca desconfiança do público? 
OLHA A RESPOSTA:

Realmente é muito difícil um artista de reality show conseguir ter uma carreira longa, mas é uma forma de alavancar rapidamente um artista. Acontece que o Rouge, por exemplo, foi sucesso em todos os sentidos, vendas, durabilidade [lançaram quatro CDs] e futuro para as meninas. Todas estão muito bem nas suas carreiras e eu espero sempre o melhor. Se der errado eu fiz a minha parte. 
VEJA QUE O RETORNO É RÁPIDO E GARANTIDO, O RESTO FODA-SE

Pra você, qual é o maior artista da atualidade no Brasil? 
Ivete Sangalo. 

O Brasil está passando por um momento no qual muitas bandas estão circulando por festivais independentes pelo país. Você tem acompanhado essa movimentação? Você acha que o mercado nacional está passando por um bom momento? Não, acho o momento muito ruim. Tem muita gente fraca achando que é boa. 
Os festivais independentes são péssimos. Falta criatividade e letra. Falta tocar melhor, falta muita coisa. 
ESTE VENDEDOR, CHAMADO DE PRODUTOR, É UM EXCELENTE FUNCIONÁRIO DA INDUSTRIA FONOGRÁFICA, MOSTRA QUE SUA BUSCA É POR UM BELO PRODUTO COMERCIAL, E QUANDO TOPA COM BONS ARTISTAS, TRATA DE RETIRAR TODA SUA IDENTIDADE, POIS A VERDADEIRA ARTE MOSTRA O VERDADEIRO ARTISTA, E ISSO NÃO É UM BOM PRODUTO PARA SER ACEITO OU ATURADO POR TODOS

Qual foi o trabalho mais difícil que você já fez? 
Rodolfo e ET. Gravar voz era muito divertido, mas muito difícil. Vendeu muito.
OBSERVE O FINAL DA ENTREVISTA, ( MUITO DIFÍCIL MAIS VENDEU MUITO

" BENFEITORIA PARA MÚSICA NA ATUALIDADE NÃO SERÁ RECONHECIDA EM VIDA, POIS A MÚSICA, NÃO PRECISA SER COMODA PARA A MASSA, O ARTISTA TEM TODO O DIREITO DE SENTIR RAIVA, MEDO, ANGÚSTIA, AMOR, É DESPREZÍVEL PESSOAS QUE BUSCA VENDER, COMO UMA NOVELA QUE SEMPRE É TRANSMITIDA DEPOIS DO TRABALHO, E NUNCA TEM CONTEÚDO, DANDO AO TRABALHADOR UMA ROTINA CÔMODA. É DEPLORÁVEL EXPLORAR ESSE PERÍODO DE COMODIDADE E DECLÍNIO CULTURAL NACIONAL E EMPURRAR A MÚSICA COMO ARTE LADEIRA A BAIXO, HOJE MÚSICA BOA É AQUELA QUE QUANDO PASSA NA FRENTE DO OBA-OBA NA BRASIL ESCUTA NAQUELAS DEPLORÁVEIS CAIXAS DE SOM DA LOJA, UMA MÚSICA COM APENAS TRÊS NOTAS E COM UMA LETRA BANAL E REPETITIVA, E TANTO FAZ O ESTILO SÃO TODAS IGUAI, E QUANDO CHEGA NA PRÓXIMA ESQUINA QUALQUER PESSOA ESTÁ REPETINDO A PORCARIA DA MÚSICA.
COMO FOI MUNTO LONGO O PERÍODO PARA QUE A MÚSICA CHEGASSE AO RIDÍCULO, DEVOLVE-LA A ARTE, COM CERTEZA NÃO VEREI EM VIDA.
POIS O CAMINHO É DEVOLVER O DIREITO DO ARTISTA SE EXPRESSAR, INDEPENDENTE SE FOR ACEITO OU NÃO."


A BUSCA PELA LIBERDADE MUSICAL JÁ VEM À TEMPOS.



O álbum independente FEITO EM CASA de ANTONIO ADOLFO, mostra que há muito tempo a indústria fonográfica deixa de lado a arte, e com enorme desrespeito ao artista, empacota sua música e empurra uma mentira, como se fosse um MEC Donald “s nenhuma pitada de tempero a mais, um produto de médio gosto.
Este álbum de Antonio Adolfo mostra que a melhor música não é feita pra todos, e sim única

Antonio Adolfo 
Filho de uma violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio, carioca de Santa Teresa, aquariano da classe de 47, o pianista Adolfo aos 16 anos já pertencia ao fechado clube da bossa-nova acantonado no Beco das Garrafas, à frente de grupos como o Samba a Cinco e o Trio 3-D. No último, ele participou da peça musical Pobre Menina Rica, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, e começou a acompanhar ases do setor. Mas a partir de 1967, em dupla com o letrista Tibério Gaspar, Adolfo, o compositor, transformou-se num dos detonadores da ala da toada moderna, que produziu sucessos como Sá Marina e Juliana.

Ao mesmo tempo, pilotando o grupo Brazuca, instaurou um tônus de modernidade eletrônica no pop da época (Teletema, Ana Cristina) até desaguar na autopista abrasiva da BR-3, que causou polêmica e sacudiu as estruturas festivalescas. Integrante da banda que acompanhou Elis Regina em duas excursões à Europa, um estágio com a erudita Nadia Boulanger, em Paris (além dos aperfeiçoamentos com os brasileiros Guerra Peixe e Esther Scliar), Antonio Adolfo estava pronto para mais um grande salto.

Em 77, num ato de coragem e pioneirismo, lançava o disco Feito em casa em seu próprio selo Artezanal. Era o pontapé inicial de uma tendência libertária, a do disco independente, que motivaria o aparecimento de artistas divergentes das leis do mercado tradicional.

Adolfo gravou neste sistema tanto material próprio (até música para crianças, a peça Astro Folias e Passa passa passará) quanto promoveu revisões de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, de pianeiro para pianeiros. Era o sinal de que como intérprete (vide sua incrível participação no III Free Jazz, no comando de três módulos de diferentes escolas da música instrumental), ele atingiu uma posição rara: a do criador contemporâneo que domina a linguagem da atemporalidade. (Tárik de Souza)

Desde 1985, Adolfo vem se dedicando a sua escola de música, o Centro Musical Antonio Adolfo, além de participar em eventos internacionais como músico e educador, sem deixar de lado sua carreira como intérprete. Recebeu dois Prêmios Sharp por seus trabalhos Antonio Adolfo e Chiquinha com jazz, respectivamente.

Como autor de material didático, lançou no Brasil sete livros pela editora Lumiar, além de um video-aula e dois livros sobre música brasileira no exterior. Durante oito anos foi o representante do IAJE (International Association For jazz Education) para a América Latina.
Recentemente Antonio Adolfo voltou a se apresentar com mais frequencia em shows, seja em formato piano solo ou em grupo. De uma de suas apresentacoes com a filha Carol Saboya, em uma Universidade dos Estados Unidos nasceu o trabalho em CD, lancado no Brasil e no Exterior: Antonio Adolfo & Carol Saboya Ao vivo/Live. E, mais recentemente, Lá e Cá/Here and There.

Faixas/Tracks:
01. Panorama
02. Cláudia
03. Tributo a Victor Manga
04. Pela cidade
05. Grilopus nº 1 (1ª parte)
06. Que se dane
07. Atenção, Atenção!
08. Cotidiano
09. Transamazônica
10. Cortando caminho
11. Grilopus nº 1 (2ª parte)
12. Caminhada